Ser Melhor

Ser Melhor

Conquiste a sua estrela

Pais e Filhos

A importância dos cuidados maternos nos primeiros meses de vida do bebê

O pediatra e psicanalista D. W. Winnicott ressalta a importância dos cuidados da mãe nos primeiros meses do bebê. Ela deve garantir um ambiente protegido, repetitivo e monótono para o seu bebê.
A Psicologia e, especialmente, a Psicanálise há muitos anos que estudam o ser humano e sua estruturação mental. Um dos grandes estudiosos dessa área foi o pediatra e psicanalista D. W. Winnicott.

Através de seus atendimentos médicos, Winnicott notou a estreita e intensa relação existente entre a mãe e o bebê, principalmente nos primeiros meses de vida deste.

Winnicott observou, que naturalmente, a maioria das mães, aquelas saudáveis, após o nascimento ficam tão afinadas aos cuidados e necessidades de seus bebês, que quase se tornam um só. A mãe dedica quase que todo o tempo aos cuidados do bebê. Ficam sensíveis a barulho, cheiros e mudanças, tudo isso para garantir a tranquilidade de seu filhinho. A mãe se torna um grande ambiente facilitador do desenvolvimento do bebê.

Mas, afinal, o que de tão misterioso e especial a mãe realiza?

Embora o resultado da tarefa, ou seja, o desenvolvimento saudável do bebê, seja algo grandioso, a tarefa da mãe é muito simples. A mãe cria um ambiente que respeita o ritmo de seu bebê. Cada um tem o seu ritmo. A mãe percebe, através da sensibilidade que adquire nesse momento, e faz com que o ambiente se adapte, nesse primeiro momento, ao bebê. Protege-o de grandes mudanças, barulhos, etc. A tarefa é garantir um ambiente repetitivo e monótomo, que é o que a criança precisa nos primeiros meses de sua vida.

" (...) o bebê necessita exatamente daquilo que a mãe faz perfeitamente, se for natural, se estiver à vontade e entregue à sua missão". (Winnicott, 1982, p.29)

Winnicott chama a mãe que evita a ocorrência de imprevistos e que se adapta às necesidades do seu bebê como "mãe suficientemente boa". Ela vai apresentando ao bebê o mundo em pequenas doses proporcionando um ambiente apropriado para o desenvolvimento do seu filho.

" (...) Cada bebê é uma organização em marcha. Em cada bebê há uma centelha vital, e seu ímpeto para a vida, para o crescimento e o desenvolvimento é uma parcela do próprio bebê, algo que é inato na criança e que é impelido para frente..." (Winnicott, 1982, p.29)

A mãe é, nesse momento, quem mais conhece o seu bebê:

" (...) você irá conhecer o seu filhinho por causa do seu amor e orgulho. E então você o estudará minunciosamente para dar-lhe todo o auxílio de que necessita, auxílio que ele só pode obter da pessoa que melhor o conhece, quer dizer, de você, que é a mãe dela". (Winnicott, 1982, p.25)

E o pai? Qual é o seu lugar nesse momento?

O pai tem uma função também importante: "Pode ajudar a criar um espaço em que a mãe circule à vontade". (Winnicott, 1982, p.26)

É o pai que vai criar condições no ambiente ao redor da mãe e do bebê para que possam ter essa relação próxima de forma tranquila e protegida.

É verdade que as preocupações dos nossos dias atuais com trabalho, dinheiro e brigas conjugais podem dificultar que esses cuidados aconteçam de forma adequada. Porém, é importante que o casal faça o possível para viabilizar e priorizar o momento do nascimento de seu bebê e os primeiros meses de vida deste.

Os cuidados dos bebês e das crianças é longo e levam anos, mas é essencialmente nesses primeiros meses de vida, que o bebê precisa de uma dedicação mais exclusiva, os resultados são no sentido de garantir um desenvolvimento saudável para a vida toda. Pense nisso!!!



Que tal compartilhar suas ideias?

Você é profissional da saúde ou educação e gostaria de contribuir para a comunidade com ideias e informações? Envie seu texto para faleconosco@sermelhor.com.br Clique aqui para mais informações sobre a publicação de textos no site Ser Melhor.



Veja Também

Foto: Aaron Burden

Aprendendo o Bê-a-bá: Um olhar sobre a ansiedade na infância

Entenda como o excesso de Informações, o envolvimento nas diversas atividades extracurriculares e as pressões excessivas que as crianças sofrem da parte dos pais para serem bem sucedidas podem colaborar para o aumento dos níveis de ansiedade, além de causar danos ao desenvolvimento e bem estar.

Como conhecer o cérebro dos disléxicos

Ao contrário do que muitos pensam a dislexia não é uma doença. Sendo assim o caminho a ser seguido é a compreensão do problema e a busca por atendimento especializado.